Com 3 meses, tive coragem de tirar a mamadeira, e ela passou a mamar só no peito. Como eu me sentia feliz!!! Mas durou pouco, antes dela completar 4 meses, tive que voltar ao trabalho, e o medo reapareceu. Tinha que tirar leite 4 vezes por dia, porque a pediatra dela dizia que se eu não conseguisse tirar muito leite, logo ele secaria... Tive um probleminha de saúde, tomei um remédio que fez meu leite diminuir consideravelmente, e à noite, voltava a chorar sozinha e pedir a Deus que tivesse forças para não desistir. Não foi fácil!
Saí do trabalho e vivi os momentos mais perfeitos da amamentação. A Beatriz mamava a hora que queria e eu me sentia plena, grata a Deus por poder alimentar a minha filha e ainda por cima dar uma dose extra de amor que só eu poderia dar (é, as vezes as mães são tão egoístas...).
Há um tempinho venho percebendo que ela já não tinha mais tanta gana por mamar, mais especificamente no peito, porque para ela não fazia diferença, mamadeira ou peito. E eu também comecei a ter mais vontade de "cuidar de mim", de fazer coisas que amamentando não podia. Fazer relaxamento no cabelo, tomar um chop de vez em quando... Mas era difícil parar com a amamentação, me sentia ingrata...
Nesse último feriado de Reveillón viajamos e eu aproveitei para observar se ela sentiria falta de mamar no peito. E ela não sentiu. Brincou tanto, aproveitou tanto e adorava quando eu perguntava: "Quem quer dedeira?". E foi assim que o desmame aconteceu, sem tragédias pra ela, sem tragédias pra mim... Quase naturalmente... Anteontem ela me viu sem blusa e pediu: "Mamá pêto!". Eu dei, ela mamou 3 segundos, olhou pra minha cara, fez uma careta e disse: "Úim" (ruim). Eu provei, e era verdade. O pouco leite que tinha restado estava meio amargo, meio salgado... Realmente, não dá mais.
E assim nos despedimos dessa fase para iniciarmos muitas outras. Agradeço imensamente a Deus por ter estado sempre comigo, não me deixando desistir e ao meu querido M. que me deu muita forca mesmo, sempre com carinho, com palavrinhas bonitas de apoio... Não me arrependo de todo "esforço" que fiz e das lágrimas (muitas) que derramei. Posso contar nos dedos as vezes que a Beatriz ficou doente, e Graças a Deus nunca teve nada grave. E os momentos de amamentação que tivemos juntas, só nós duas, foram mais que preciosos.